Utilização de pagamento por aproximação cresceu seis vezes em 2021

Foram 3.9 bilhões de transações sem contato, representando um volume financeiro de quase R$ 200 bilhões.

A pandemia e as restrições impostas durante este período impulsionaram diversos setores a se adaptarem e buscarem alternativas. O setor de meios de pagamento foi um deles. Por conta das restrições sanitárias, ele viu a adesão da alternativa de pagamento por aproximação crescer. Segundo um levantamento feito pela Mastercard, os pagamentos nessa modalidade cresceram seis vezes em comparação a 2020.

Este meio de pagamento não é uma consequência direta da pandemia, visto que a possibilidade de pagar por aproximação já existia. Entretanto, o momento de digitalização pelo qual todos os segmentos passaram afetou o volume de compras online e os hábitos de consumo dos clientes. Além disso, a facilidade e a segurança, ainda mais em um momento que o contato físico era evitado a todo instante, impulsionaram o uso desse meio de pagamento.

De acordo com dados da ABECS, Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, durante o ano de 2021 foram 3.9 bilhões de transações sem contato. A estimativa é de que esse volume represente um volume financeiro de quase R$ 200 bilhões. Os comércios que mais receberam pagamentos sem a necessidade de contato foram alimentação, farmácias e supermercados.

Compras online

Quem também registrou um crescimento recorde ao longo da pandemia foi o comércio eletrônico, que bateu recorde de faturamento em 2020 e 2021. Segundo estudo divulgado pela Neotrust, o faturamento do e-commerce em 2021 foi de R$ 161 bilhões, o que representou um crescimento de 26,9% em comparação com 2020.

Também de acordo com um estudo feito pela Mastercard, em parceria com a Americas Market Intelligence (AMI), 46% dos brasileiros aumentaram o volume de compras online e cerca de 7% realizaram uma compra online pela primeira vez nesse período.

Segundo a Neotrust, as projeções para o ano de 2022 também são positivas, com uma expectativa de crescimento de 9%, atingindo os R$ 174 bilhões de faturamento. O levantamento também aponta para um aumento de 8% no número de pedidos online, totalizando 379 milhões de encomendas.

Via: mercado & consumo.

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E-commerce registra faturamento recorde em 2021, aponta pesquisa da Neotrust

O levantamento feito pela companhia também projetou um crescimento de 9% na receita de compras online.

Com R$ 161 bilhões de faturamento, o e-commerce brasileiro cresceu 26,9% em comparação ao ano de 2020 e bateu recordes em 2021, apontou o estudo da Neotrust, empresa responsável por monitorar 85% do e-commerce do país. Além disso, o número de pedidos também aumentou 16,9% e chegou ao total de 353 milhões de entregas e o ticket médio cresceu 8,6% e atingiu os R$455.

De acordo com a pesquisa, os setores que representam a maior porcentagem dos pedidos durante o ano são: moda, beleza, perfumaria e saúde – que teve crescimento de 87% no faturamento de pedidos de remédios online. As categorias de celulares, eletrônicos e eletrodomésticos foram as que apresentaram maior faturamento em 2021.

Analisando os dados demográficos, a maior parte de pedidos está concentrado na região sudeste, com 62,3% e na região Nordeste, que cresceu 3,5 pontos percentuais, e representou 15,1% das encomendas no ano passado.

Já relacionado ao gênero, as mulheres representam 58,9% do share de pedidos, enquanto os homens 41,1%.  Entretanto, apesar do maior número de pedido do público feminino, o ticket médio desse grupo é menor que o do masculino, R$387 e R$552, respectivamente.

Ainda segundo o levantamento da Neotrust, o cartão de crédito segue como a forma de pagamento preferida dos consumidores no e-commerce, com 69,7% das compras sendo feitas com esse método de pagamento. Como segunda opção está o boleto bancário, 6,9%, 11,1% com outras formas de pagamento e 2,3% via PIX.

Projeções para 2022

De acordo com a projeção feita pela Neotrust para esse ano, a previsão de crescimento de receita é de 9%, atingindo um faturamento de R$174 bilhões. Apesar da previsão positiva, a Neotrust pondera que a alta do dólar, a inflação e a projeção do PIB podem afetar o varejo online.

“O varejo online continua com tendência de crescimento, mesmo após a flexibilização das restrições devido à pandemia e a retomada gradual do comércio físico”, destacou Paulina Dias, Head de Inteligência da Neotrust.

A expectativa é que os pedidos online cresçam 8% e chegue ao total de 379 milhões de pedidos. Já o ticket médio deverá se manter estável e crescer 1%, chegando aos R$ 460. Entre as categorias que mais devem crescer estão os eletrônicos, com 21%, eletroportáteis, 19%, e alimentos e bebidas com aumento de 18%.

“Para 2022 é esperado que haja uma expansão no marketplace, com as empresas mais preparadas para este canal. Outra tendência é a melhoria na interação do físico com o digital, que irá permitir mais eficiência nas compras e na relação do consumidor com a loja”, finaliza Fabrício Dantas, CEO da Neotrust.

Via: mercado & consumo.

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Indústria de chocolates está otimista para a Páscoa de 2022

Faltam poucos dias para a Páscoa, que este ano será comemorada no dia 17 de abril. A expectativa da indústria do chocolate, insumo por natureza das comemorações, é ir além das vendas no período anterior à pandemia. O crescimento pode chegar a 20% na comparação com 2019 no caso de uma das fabricantes mineira.

Para o mercado de chocolates, a Páscoa é o grande evento do ano. “De forma ainda mais forte no Brasil, país que celebra estes momentos de conexão entre as famílias de maneira única”, destaca o diretor de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade para América do Sul da Ferrero Rocher, Fernando Careli.

A Ferrero está no Brasil desde 1994, quando trouxe o Kinder Ovo, um sucesso no mercado. Três anos depois, inaugurou sua primeira fábrica em solo nacional, em Poços de Caldas, Sul de Minas. Com 400 funcionários, é a única da indústria, até o momento, no País. A empresa tem outras duas plantas na América do Sul, no Equador e na Argentina.

“Esta será a primeira Páscoa com o comércio reaberto desde o início da pandemia, o que é um atrativo a mais para os lojistas e consumidores, que passaram os últimos dois anos com lojas fechadas e/ou com entrada restrita. Este fato, por si só, deverá garantir um volume de vendas maior dos produtos, independente de seus valores”, deduz Fernando Careli.

“A expectativa é sempre ultrapassar os registros de vendas do ano anterior. Para isso, em 2022, reforçamos a aposta em marcas que vêm ganhando cada vez mais presença nos lares brasileiros, incluindo Nutella, Ferrero Rocher e Kinder Ovo”, completa o diretor.

A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) ainda não fechou os dados do setor no ano passado, que serão divulgados nas próximas semanas. Pesquisa encomendada pela entidade ao Instituto Kantar mostra, porém, que a indústria de chocolate produziu 511 mil toneladas de janeiro a setembro de 2021, um crescimento de 44%, quando comparado com o mesmo período de 2020. “A perspectiva é que o setor feche esse ciclo com um resultado bem relevante para o segmento”, diz o presidente da Abicab, Ubiracy Fonseca.

Em 2020, ano em que tudo fechou e o comércio de chocolates se valeu das mídias sociais e do delivery para sobreviver, o setor apresentou um incremento de 2,4% em comparação com o ano anterior, representando um montante superior a R$ 11 bilhões, valor estipulado pelo consumo doméstico. Foram produzidas então cerca de 8,5 mil toneladas de ovos e produtos de Páscoa.

Setor se adaptou 

Para se adaptar a clientes em isolamento social, a indústria do chocolate se reestruturou rapidamente e investiu ainda mais em seus canais de venda on-line, parcerias com marketplaces e aplicativos de entrega para venda de seus produtos. Respondeu assim a um novo comportamento dos brasileiros relacionado ao consumo de chocolates.

Se antes a categoria era conhecida por um consumo representativo fora do lar (42% em valor), hoje, a penetração de 58% do chocolate é puxada pelo consumo dentro de casa, mostra a pesquisa do Instituto Kantar. De acordo com o estudo, a categoria dentro do lar é responsável pelo consumo de mais de 1,1 bilhão de unidades, representando crescimento de 27% comparado com o mesmo período de 2020.

O setor vê com bons olhos esta nova realidade. “A inclinação significativa do consumidor em testar o e-commerce e os serviços de delivery desde o começo da pandemia, é um hábito que deve ser mantido no pós-pandemia”, analisa Fonseca.

Custos aumentaram

Segundo o presidente da Abicap, o preço do chocolate, em geral, é impactado por diferentes fatores. O cacau, o açúcar e o leite, por exemplo, assim como a variação do dólar, contratações, distribuição e impostos, também influenciam na formação do preço. No caso dos ovos de Páscoa, há de se considerar um processo de produção de alta complexidade, custos de embalagem, armazenagem e logística.

Fonseca espera que a imunização e a reabertura do comércio tragam de volta o consumo compartilhado entre amigos e família. “Podemos esperar das indústrias uma ampla variedade de produtos para o atendimento dos diversos perfis e necessidades dos consumidores, incluindo diferentes sabores e opções de tamanhos, linhas zero lactose, zero açúcar, amargo, meio amargo, ao leite e, claro, aposta em embalagens para presentes”, conclui.

Lalka estima crescer 20% sobre 2019

As indústrias estão sempre procurando trazer novidades e inovações para seus consumidores, acompanhando muito de perto a evolução do perfil do público-alvo para atender suas preferências e necessidades. É o caso da Lalka, empresa mineira de chocolates que vai fazer 97 anos de atividades este ano.

Seu fundador, o polonês Henryk Grochowski, criou a fábrica em 1925, no bairro Floresta. Hoje, a Lalka conta com uma rede de 15 lojas e três pontos de venda, sendo cinco unidades fora de Belo Horizonte. O neto de Henryk, Roberto Grochowski, diz que a Páscoa é um evento importante, mas concentra todas as vendas em uma semana. Ao contrário de dezembro, quando, segundo ele, se vende chocolate do primeiro ao último dia do mês.

A pandemia foi um desafio, em que as vendas foram sendo recuperadas ano a ano. Em 2020, com tudo fechado e trabalhando de portas fechadas pelo WhatsApp, a Lalka vendeu 60% do que havia vendido em 2019. Já em 2021, com meia porta aberta, o volume de vendas aumentou para 80%. “Para este ano, como tivemos um Natal muito bom, pretendemos superar os números pré-pandemia em pelo menos 20%”, espera Grochowski.

Neste quase um século de existência da marca, a estratégia na Páscoa é sempre produzir 15% a mais do que no ano anterior. Mas sem embalar. O produto fica semipronto e, se precisar, vai sendo embalado. “A gente faz em cima da hora, já que o nosso produto não tem conservante. Estamos começando a produzir os ovos maiores agora”, conta Grochowski.

A Lalka tem no portfólio ovos de até 30 quilos – antigamente muito procurados por quem queria doar a alguma instituição ou “pelos loucos de amor que queriam impressionar a namorada”, conta. Mas os ovos gigantes já não vendem tanto; os campeões de venda são aqueles em torno de 300 gramas.

Os que fazem mais sucesso são baseados em chocolates da marca, como o “Quadradinhos finos”, de chocolate ao leite com castanha de caju na massa, ou o que junta quatro produtos num ovo só. A delícia tem uma casca de chocolate ao leite com casquinha de laranja, a outra banda com castanha de caju e, por dentro, bombom de licor e bala de maçã.

Os preços dos insumos subiram. Só para ter uma ideia, a caixa de papelão que custava R$ 3 antes da pandemia, agora não sai por menos de R$ 11. “O cacau é cotado em dólar, mas se o dólar cai, o preço do cacau continua alto. Mesmo assim, e por incrível que pareça, estamos segurando os preços há um ano e meio. Se tiver algum aumento na Páscoa, será de no máximo de 5%”, garante o empresário.

Hoje a Lalka produz 2.500 toneladas de chocolate por mês, além da mesma quantidade de balas. As famosas balas de maçã já estão ganhando outros mercados, sendo exportadas para os EUA e Canadá. “O mercado está pedindo produtos diferenciados. Muita gente descobriu que era alérgico a leite, por exemplo”, revela Grochowski, citando variedades que vão além do chocolate ao leite, como os produtos sem lactose, dietéticos e veganos.

Quem aposta nestes segmentos específicos é a bióloga Luiza Santiago, que encontrou seu caminho na química do chocolate. Ela fez dezenas de cursos na área para criar a Kalapa Chocolates, onde é fiel ao conceito “bean to bar” (do grão à barra), em que ela acompanha todo o processo: do produtor rural – no caso um assentamento agroecológico na mata atlântica baiana – até a embalagem e distribuição do produto final.

“É um processo de valorização da cadeia de produção e de controle da própria qualidade do produto”, define a “chocolate maker”, como são chamados os profissionais que, como ela, são responsáveis pelo processamento do chocolate desde o cacau até o produto final.

O processo é tão cuidadoso que Luiza teve seu produto classificado em segundo lugar no Prêmio CNA Brasil Artesanal de 2021 e foi destacada pela Forbes Brasil como uma das 100 mulheres mais poderosas do agro nacional. A lista traz o nome daquelas que, a partir do campo e também das cidades, estão deixando a produção de alimentos e também de bioenergia cada vez mais sustentável, transformando diferentes segmentos do setor.

A produção dos chocolates Kalapa segue o roteiro ditado pela sustentabilidade socioambiental, hoje reivindicada pelos mais exigentes consumidores do planeta. “O mercado está receptivo e as expectativas são muito positivas”, conta a empresária que, além de cremes, barras e nano lotes de chocolate, faz ovos de Páscoa desde 2018. No ano passado, ela comercializou 350 ovos de 220 gramas. Para a Páscoa deste ano, espera no mínimo dobrar a produção.

Os ovos “sensoriais”, como os define Luiza, misturam produtos brasileiros como maracujá, coco, mandioca, cupuaçu ou castanha baru ao chocolate baiano. “São todos veganos e orgânicos. Não usamos nada de origem animal”, explica Luiza Santiago. “Nossos chocolates levam novas sensações para as pessoas, são algo que elas não experimentaram antes e que expande seus sentidos”, garante.

Via: Diário do comércio por Bianca Alves

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Imposto de Renda 2022: sou MEI, como declarar?

Por atenderem como pessoa física e jurídica, os MEIs que se enquadrarem nas exigências determinadas pela Receita Federal, como rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70, são obrigados a declarar o Imposto de Renda.

SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA

O faturamento anual máximo do MEI é de R$ 81 mil, com média mensal de R$ 6.750. Esse rendimento pode compor o total de renda obtido pela pessoa física do MEI e obrigá-lo a entregar a declaração.

A declaração do IRPF não deve ser confundida com a de MEI, que deve ser entregue de qualquer forma, por meio de página específica da Receita Federal. Não há limites – mesmo que o MEI não tenha registrado faturamento durante o ano de 2021.

O envio da declaração do MEI não acarreta nenhuma cobrança adicional porque o imposto é pago mensalmente no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) – o tributo inclui o Imposto de Renda e a contribuição previdenciária.

Já na declaração do IRPF, o contribuinte deve colocar o rendimento recebido como MEI – como se o CNPJ do MEI ‘pagasse’ ao CPF, ou seja, a pessoa jurídica do contribuinte é fonte pagadora da pessoa física do mesmo contribuinte.

Em alguns casos, a pessoa física do MEI pode ter mais de uma fonte de renda e, caso obtenha ganhos em 2021 fora das suas atividades de empreendedor, deve informar na ficha “Bens e Direitos” que ele possui uma pessoa jurídica na modalidade de Microempreendedor Individual.

Quem é obrigado a declarar o IR

O MEI está obrigado a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física se recebeu:

  • Rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 no ano anterior.
  • Rendimentos isentos não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00.
  • Quem tinha, até 31 de dezembro de 2021, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil.

Como fazer a declaração de MEI

Já como MEI, além de fazer, mensalmente, o pagamento do DAS, o microempreendedor tem que entregar a Declaração Anual do Simples Nacional (Dasn-Simei). Essa declaração deve ser realizada uma vez ao ano, até o dia 31 de maio.

Ou seja, devem fazer a declaração anual como MEIs todos aqueles que abriram um CNPJ MEI até o final de 2021. Aqueles que se tornaram microempreendedores individuais neste ano deverão entregar a Dasn-Simei apenas em 2023.

O limite de faturamento anual dos MEIs em 2021 foi de R$ 81 mil. No entanto, o valor deverá ser calculado de forma proporcional aos meses em que a empresa esteve aberta. Caso o CNPJ MEI esteja aberto desde junho de 2021, por exemplo, o limite será proporcional ao tempo de abertura.

Mesmo que o MEI não tenha tido nenhum faturamento no ano anterior, ele deverá entregar a declaração Dasn-Simei.

Veja o passo a passo para o MEI, mediante seu CNPJ, realizar a declaração de Imposto de Renda:

  • Acesse a página de declaração no site da Receita Federal e informe seu CNPJ e os caracteres alfanuméricos;
  • Na linha “original” selecione “2021”;
  • No campo “Valor da Receita Bruta Total”, informe o valor total do seu faturamento no ano passado;
  • No campo abaixo, se o MEI não for apenas um prestador de serviços, deverá informar o valor das receitas referentes às atividades de comércio, indústria e serviço de transporte intermunicipal e interestadual;
  • Informe se o MEI teve algum empregado no ano referente;
  • Na tela seguinte você irá visualizar um resumo das informações. Basta conferir se elas estão corretas e clicar em “Transmitir”;
  • Para finalizar, imprima e guarde o recibo da declaração. Nele constam as informações prestadas, o horário de envio para a Receita Federal e o número de controle.

Via: G1.

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Dois em cada três consumidores desistem de compra online por experiência ruim

Valor alto do frete, preços elevados e a falta de credibilidade da empresa são os principais motivos da desistência

Em 2021, 62% dos consumidores desistiram de uma compra pela web ou aplicativo em razão de uma experiência ruim durante o processo de aquisição de um serviço ou produto. Ou seja, em média, a cada três pessoas que decidem comprar algo, duas desistem por uma experiência negativa. O principal motivo apontado pelos ouvidos pela pesquisa é o valor alto do frete, seguido dos preços elevados e a falta de credibilidade da empresa.

Os dados são do anuário da CX Trends 2022, realizado pela Octadesk em parceria com a Opinion Box, uma pesquisa que informa tendências de “experiência do consumidor” (CX, na sigla em inglês).

Outros pontos de atenção são a quantidade de etapas que os clientes precisam percorrer em um site ou aplicativo para concluir a compra, a quantidade de informações pessoais exigidas e a necessidade de realizar um cadastro no site para a conclusão da compra.

A pesquisa mostra que 66% dos participantes realizaram pagamentos por Pix. “Notamos que os consumidores priorizam meios que entregam algum tipo de facilidade. O Pix, por exemplo, foi disponibilizado para o público em novembro de 2020 e já conquistou seu espaço. Além disso, 63% das pessoas afirmaram que pretendem continuar utilizando a forma de pagamento em 2022. Uma inovação que oferece simplicidade e agilidade de forma gratuita tinha tudo para dar certo”, afirma Rodrigo Ricco, CEO da Octadesk.

Para o relatório, mais de dois mil consumidores foram entrevistados a fim de acelerar o conhecimento sobre a experiência do cliente e oferecer insights para que as empresas possam crescer cada vez mais, de maneira saudável e relevante para o mercado, segundo a Octadesk.

Via: Mercado & Consumo com informações de Estadão Conteúdo 

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Pesquisa mostra que 41% dos trabalhadores usam WhatsApp para pedir refeições

Com as restrições da pandemia, 78% migraram para o delivery para pedir refeições

Devido às restrições de atendimento durante boa parte da pandemia de covid-19, 78% dos trabalhadores migraram para o delivery para pedir as refeições, por conta da praticidade e da economia de tempo. Apesar das possibilidades em multicanais, a preferência de 41% dos trabalhadores é pelo WhatsApp na hora de fazer os pedidos.

Os dados são de uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e encomendada pela VR, com 4.028 trabalhadores da base VR. O estudo mostrou que os pedidos feitos por telefone recuaram de 39%, em 2020, para 31% no ano passado. Já os pedidos feitos diretamente pelo app ou pelo próprio site do estabelecimento comercial representam 14% dos pedidos.

 

“O serviço de delivery deixou de ser um diferencial para ser uma necessidade do mercado. Indiretamente, a pandemia impulsionou o crescimento deste canal e os estabelecimentos comerciais tiveram de se adaptar a uma demanda dos consumidores. A tendência é que os meios digitais sigam em crescimento”, explica o diretor-executivo de Marketing e Serviços ao Trabalhado da VR, Paulo Roberto Esteves Grigorovski.

Falta de capacidade digital

Apesar do aumento nos pedidos de refeições via meios digitais na pandemia, outro levantamento divulgado nesta semana mostra a falta de capacidade digital das empresas do foodservice. Segundo o estudo feito pelo IFB (Instituto Foodservice Brasil) em parceria com a consultoria Cognitive Media Science, 74% do setor de foodservice indicou que investirá pouco em transformação digital ou não sabe quanto investirá.

Esse fato acende um alerta, pois estudos do MIT e da consultoria Capgemini Consulting mostram que empresas digitalmente menos maduras podem ter perdas de 24% nos lucros. O levantamento destaca que o processo de transformação digital vai além das vendas online. Uma empresa que realmente deseja alcançar a maturidade digital, deve utilizar a tecnologia como propulsora das melhorias de processos estratégicos em todas as áreas, melhorando radicalmente sua gestão em todas as áreas.

A pesquisa identificou que esse resultado é proveniente de uma grande barreira cultural entre as empresas do setor. Entre os entrevistados, 52,5% identificaram esse fator como impeditivo para a transformação digital não evoluir. Outros motivos citados foram limitações orçamentarias e estruturação adequada do projeto.

“As empresas esperam que o processo de transformação digital seja a solução para muitos dos seus problemas, porém precisam atuar de maneira mais estratégica e focada para que isso se torne uma realidade. Sem dúvida, somente as empresas que se prepararem para esse novo momento do setor do foodservice terão força competitiva para alcançar seus objetivos”, afirma Claudio Gekker, líder do Comitê de Transformação Digital do IFB.

Via: Mercado & consumo.

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Experiência: a peça chave para fidelizar o seu cliente!

Num mercado cada vez mais competitivo, oferecer uma experiência diferenciada e com excelência para o consumidor final é chave para fidelizá-lo. Porém, a forma de fazer isso vem mudando à medida que o cliente experimenta – e aprova – novas formas de pesquisar, comprar, receber, trocar e ser atendido.
Hoje, para atender bem um consumidor, não basta entregar um produto que foi vendido no e-commerce ultrarrápido. É preciso, além de fazer isso em poucas horas, oferecer tecnologia robusta, opções de pagamento variadas e seguras, atendimento humanizado, inteligência de ofertas e canais integrados, tudo isso com uma experiência impecável. Se você não fizer assim, seu concorrente o fará. Essa mudança de cenário foi tema da entrevista que o fundador e CEO da Infracommerce, Kai Philipp Schoppen, concedeu à Mercado&Consumo. Confira, a seguir, os principais trechos da conversa.

Mercado&Consumo: A Infracommerce lançou recentemente um ecossistema digital white label, passando a atuar com um modelo de negócios que contém cinco verticais modulares para o varejo e indústria – Infrashop, Infradata, Infrapay, Infralog, Infradigital. Por que a empresa viu a necessidade de oferecer soluções modularizadas?

Kai Philipp Schoppen: Até dois anos atrás, a Infracommerce vendia o que o mercado chama de full commerce. Em outras palavras, ou a empresa fechava conosco todos os serviços necessários para viabilizar o e-commerce – plataforma, pagamentos, marketing digital, logística, tudo integrado – ou não éramos considerados o parceiro certo. Descobrimos que existem muitos clientes nossos – e notadamente, potenciais clientes no mercado – que fazem partes do e-commerce muito bem. Fazem dentro de casa, alguns com tecnologias próprias, alguns via fornecedor, e eles estão felizes com isso.

 

Mas eles se perguntam: como eu faço uma plataforma de e-commerce para a pessoa jurídica, como eu faço o live commerce, como eu faço o metaverso? Então, recebemos muita demanda não do pacote completo, mas para complementar e compor o que já está no ar hoje. Montamos camadas de APIs com uma tecnologia muito, muito robusta. Se você fechar os 20 pacotes juntos, tem o tradicional full commerce. Se não, dentro desses cinco grupos – plataforma, dados, pagamentos, logística e marketing digital –, você tem esses sub-blocos. Dentro da Infralog, por exemplo, existe o Delivery Hub, gestão de transporte, 13 centros logísticos e 18 dark stores no País. Você pode usar um ou todos. Na plataforma de e-commerce, existe o B2C, o B2B, a venda via WhatsApp, via live commerce e, de novo, é possível fazer um mix ou não. Tudo depende da estratégia do cliente, que nosso ecossistema vai atendê-lo.

Mercado&Consumo: Por que isso pode ser interessante para os pequenos e médios varejistas?

Kai Philipp Schoppen: Um grande marketplace, no dia a dia, tem toda uma complexidade dentro de casa – WhatsApp Commerce, loja física, e-commerce e outros. Como marca em uma loja própria, você até consegue se aproximar desse nível de serviço se tiver escala e investimento. Mas a marca de moda com 50 lojas, por exemplo, tem poucos recursos para fazer o e-commerce básico. Não por falta de competência, mas por existir uma “guerra” invisível: como sete pessoas pilotando um e-commerce vão brigar contra milhares de pessoas dos grandes players? A ideia é democratizar essa tecnologia, essa rede logística, essas operações, esses serviços, de um jeito integrado. Atendemos clientes que vendem desde R$ 150 mil por mês no e-commerce [ou R$ 2 milhões por ano], até grandes marcas como Samsung, Nike, Dior e Nespresso.

Mercado&Consumo: O que essa modularização tem a ver com o atual momento do varejo e com customer experience?

Kai Philipp Schoppen: A boa experiência do consumidor significa que você o atende muito bem em todas as fases da jornada de compra, desde a busca até a entrega e atendimento final. Só que a definição dessa excelência do atendimento tem mudado bastante. Há 10 anos, atender bem era mandar um pedido para alguém que estava em São Paulo em cinco dias. Agora, é no mesmo dia ou, no mais tardar, no dia seguinte. Hoje, não é mais aceitável mandar um e-mail para o SAC de um e-commerce e receber resposta em 24 horas. A exigência é que, se o assunto for mais simples, ele seja resolvido em meia hora. A barra de exigência está subindo todo ano, e quem não está conseguindo acompanhar ficará para trás.

A Amazon, por exemplo, tem isso como statement principal da marca, há uma obsessão com relação a isso. O ecossistema da Infracommerce, agora modular e flexível, é também mais escalável. Oferecemos o nível de serviço “padrão Amazon”. Uma empresa sozinha, em raros casos, terá escala para entregar no mesmo padrão. E quando ela é menor, o investimento acaba inviabilizando o projeto. Atualmente, a Infracommerce já tem vários casos de sucesso nesse sentido.

Mercado&Consumo: Quais os desafios para escalar e montar uma operação robusta, algo necessário hoje para entregar o que o consumidor espera?

Kai Philipp Schoppen: A definição de e-commerce robusto também está mudando todo ano. Há cinco, dez anos, um e-commerce robusto era uma plataforma de e-commerce com um pagamento que funcionava, despachava todos os pedidos em 24 ou 48 horas, tinha um marketing digital que alcançava um pouco de mídias sociais, tinha algum alcance de mídia comprada, um pouco de mídia orgânica. Hoje, o cenário mudou. Em relação a canais de venda, você tem e-commerce, WhatsApp, plataforma de venda para pessoa física, outra para pessoa jurídica, guide shops, lojas de autoatendimento, aplicativos, entre outros modelos, lembrando que o metaverso está chegando. O desafio é acompanhar essas mudanças e saber quais os KPIs [Key Performance Indicators] devem ser usados na gestão e como está o desempenho deles. Monitorar indicadores e auxiliar os clientes nas decisões também faz parte do nosso trabalho.

Mercado&Consumo: Quais as vantagens de atuar com um parceiro que, como vocês, possuem um ecossistema?

Kai Philipp Schoppen: Agora que esse nível de serviço fica mais exigente, uma marca sozinha com 10, 20 ou 30 fornecedores e pouco dinheiro para investir em tecnologia e infraestrutura vai sofrer. Mesmo um player médio ou grande tem dificuldade de acompanhar as ondas da evolução e megatendências. Se você é um grande marketplace, confia no seu próprio ecossistema, como acontece com o Mercado Livre, Magalu, entre outros, que vêm construindo todos os serviços em volta do marketplace.

A Infracommerce oferece um ecossistema comparável aos grandes marketplaces, com a vantagem de a marca desenvolver sua própria estratégia. Dessa forma, o usuário vai perceber a experiência como a da marca em questão e não como a do marketplace. Isso aproxima a marca do consumidor final. Então, a marca aproveita-se da escala e da tecnologia de um grande marketplace, garantindo a sua estratégia na execução. Essa performance é equiparável aos grandes marketplaces, pois a Infra se preparou ao longo dos últimos anos, formando todo um ecossistema para isso. Com 10, 20, às vezes, até 30 fornecedores, uma marca não consegue atingir o mesmo resultado.

Via: Mercado & Consumo 

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Frete mais baixo e atendimento via WhatsApp se destacam no varejo online!

Almanaque do e-commerce mostra comportamento do consumidor em 2021 e tendências para 2022

A prática do frete grátis ou de menor valor está em alta no varejo online. Além disso, o atendimento via WhatsApp também tem se mostrado uma estratégia certeira para as marcas fidelizarem os consumidores. Essas são algumas das conclusões do “Almanaque do varejo – O comportamento do consumidor em 2021”, elaborado pela All iN/Social Miner e parceiros. Além de mostrar o que deu certo no ano passado, o estudo lança luz sobre o que deve continuar sendo tendência em 2022.

Segundo o relatório, as visitas aos e-commerces via mobile cresceram mais de 28% no segundo semestre do ano passado. “Este é um movimento que pode estar atrelado à popularidade do social commerce, por exemplo, considerando que nossos estudos revelam que 76% dos brasileiros utilizam as redes sociais para pesquisar produtos”, afirma o líder de produtos da All iN/Social Miner, Ricardo Rodrigues.

Também de acordo com o relatório, a prática do frete grátis cresceu de 2019 a 2021 no varejo. Além disso, o valor médio do frete diminuiu nas vezes em que ele é cobrado. Para Ricardo, isso indica que o comerciante está atento aos desejos dos consumidores. “Hoje as empresas já têm acesso a uma grande base de dados que pode ser usada para nortear essas estratégias para oferta de benefícios como esses, a fim de que cupons ou frete grátis, por exemplo, sejam distribuídos de forma inteligente para aqueles consumidores com maior potencial de conversão.”

Outra estratégia usada pelos varejistas para fidelizar clientes está baseada na melhoria do atendimento pós-venda. Considerando-se os três canais pesquisados – WhatsApp, e-mail e chat -, o WhatsApp foi o mais usado e também o que mais cresceu no último ano. Para Ricardo, o resultado evidencia a vantagem de o canal esta sempre à mão, ser prático e ágil para o dia a dia.

Quanto às formas de pagamento, o cartão segue liderando em 2021, tendo crescido 4,7 pontos percentuais em relação ao ano anterior e chegando a representar 71,7% das vendas do varejo online. A participação dos boletos caiu de 32,4% para 24,4% e o Pix representou 3,6% das transações em 2021.

Alta no faturamento

O faturamento do varejo online cresceu 26% em 2021 em relação a 2020, chegando a R$ 161 bilhões no ano, com 353 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 455. As categorias de produtos que mais faturaram foram Celulares (20%), Eletrodomésticos (13%), Eletrônicos (10%), Informática (9%) e Moda (9%). “O varejo se mostrou resiliente e, com criatividade, estratégia e apoiado pela tecnologia, vem entregando resultados positivos”, destaca Ricardo Rodrigues. Novembro, mês da Black Friday, foi o mês com maior destaque em visitas, cadastros e vendas em 2021.

A categoria Farmácia e Saúde foi a que mais cresceu em número de visitas no ano de 2021, com aumento de 132% em relação ao ano anterior. Outra categoria que teve um expressivo crescimento foi Materiais de Construção, com incremento de 46% nas visitas. Durante o ano, porém, aconteceram variações nas buscas entre o primeiro e segundo semestre no varejo online. Eletrodomésticos e Eletroportáteis foram procurados 58% a mais na segunda parte do ano. Já Materiais de Construção e Bebidas tiveram destaque na primeira metade.

“O relatório mostra que alguns setores que se destacaram em 2021, a exemplo de Farmácia e Saúde, podem continuar relevantes neste ano. Além disso, vale sempre destacar que é essencial para os varejistas usar os cadastros e os dados coletados na sua base para entender o comportamento do consumidor e qual a melhor forma de se comunicar – dica que vale para todos os segmentos”, finaliza Ricardo Rodrigues.

Via: Mercado & Consumo 

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Confira as tendências de transformação digital para 2022!

Inteligência artificial e hiperautomação continuam em alta; metaverso e total experience surgem com força

Embora tenha sido impulsionada e acelerada pela pandemia da covid-19, a transformação digital ainda não é uma realidade para muitas empresas. Segundo uma pesquisa realizada pela Sambatech e pela Samba Digital, com apoio da Unico, 30% das empresas brasileiras que faturam acima de R$ 1 bilhão ainda estão na fase inicial dessa transformação, enquanto 45% estão investindo pesadamente em estratégias digitais.

Para Carlos Carvalho, sócio-diretor da Truppe, especializada no apoio estratégico de TI, para que aconteça, a transformação digital deve envolver uma mudança cultural nas empresas. “É necessário que cada um perceba e entenda que a transformação digital é importante”, afirma.

Segundo ele, para um plano ter sucesso, é preciso levar em consideração o futuro digital da empresa e buscar uma área para começar essa transformação, que deve ir evoluindo para os demais setores. “A transformação digital não deve ser simplesmente um plano. Ela é mais trabalho do que ideia. Para isso, temos que arregaçar as nossas mangas e fazer acontecer”, diz.

Carvalho destaca que a inteligência artificial e hiperautomação continuam entre as principais tendências de tecnologia para 2022, segundo um estudo da consultoria Gartner.

Confira as principais tendências da transformação digital para 2022: 

Inteligência Artificial (IA): A solução em IA agrupa várias tecnologias e é muito importante para evoluir em todo o processo na tomada de decisão e de entendimento.

Empresas distribuídas: São a consolidação do que vivemos hoje, com funcionários trabalhando remotamente de qualquer parte do País e do mundo.

Plataformas nativas em nuvem: Contratar serviços que estejam no cloud, em vez de fazer de casa e colocar na nuvem, reduz o tempo de retorno e de custos. Segundo o estudo, as plataformas nativas da nuvem servirão como base para mais de 95% das novas iniciativas digitais até 2025.

Sistemas autônomos:  São softwares autogerenciados que aprendem com seus ambientes e modificam dinamicamente seus próprios algoritmos em tempo real, permitindo que se adaptem rapidamente a novas condições.

Aplicações compositivas: São desenvolvidas a partir de componentes centrados no negócio e têm ciclo de implementação e manutenção mais rápido. Com isso, é possível lançar um produto muito mais rápido do que fazemos hoje.

Hiperautomação:  Com a maioria dos processos automatizados, é possível acelerar os processos de negócios e aumentar a agilidade na tomada de decisões.

Cibersegurança: Garante a segurança de dados e das automações. Vai se repetir sempre porque permeia toda a empresa.

Total Experience: É a junção de todas as experiências – do cliente, do colaborador, do usuário e a multiexperiência – em busca de fazer com que todos tenham a mesma experiência ao utilizar as plataformas.

Metaverso: É um ambiente virtual imersivo construído através de várias tecnologias, onde as pessoas podem interagir entre si, trabalhar e fazer compras.

Tendências para a próxima década

Segundo Carvalho, ao seguir essas tendências, é possível trabalhar de forma mais focada e produtiva. Porém, como esse é um processo em constante evolução, um estudo da Deloitte aponta para as tendências que devem vir nos próximos 5 a 10 anos.

“O metaverso e o total experience vão evoluir para o chamado ambiente experience ou life beyond the glass, que é ter a experiência física e digital no ambiente”, afirma.

Outro destaque é a evolução do Big Data e do analytics para a inteligência exponencial, que será capaz de compreender sentimentos e sensações e, com isso, identificar e conversar com o seu cliente muito melhor.

A transformação da tecnologia convencional para a quântica, com algoritmos mais complexos, deve revolucionar o processamento e a transmissão da informação.

Via: Mercado & Consumo por Larissa Féria

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A digitalização dos idosos e o impacto no varejo e no consumo

Para especialistas, idosos serão ainda mais importantes para a economia do que a Geração Z.

As restrições resultantes da pandemia de covid-19 fizeram com que idosos se conectassem ao Zoom pela primeira vez para conversar com as famílias e fazer compras. Os netos ajudaram os avós a dominar os pagamentos digitais e navegar nas redes sociais. Essa é uma das tendências que vieram para ficar no varejo e no consumo do mundo todo, aponta o Alizila.

Segundo pesquisa da Euromonitor, a população global de aposentados crescerá 65% de 2021 a 2040. O mesmo estudo aponta que 21% dos idosos jogam videogame e 45% usam um serviço de banco móvel pelo menos uma vez por semana.

Os idosos são a maior tribo na faixa de renda mais alta do mundo, o que os torna um grupo demográfico especialmente importante para as empresas de varejo. A grande maioria dos idosos agora é digitalizada – 82% dos consumidores com mais de 60 anos possuíam um smartphone no ano passado.

A Euromonitor descobriu que mais de 65% dos idosos buscam uma vida mais simples, portanto, demandam aplicativos fáceis de usar. Se os produtos ou a experiência do usuário forem confusos, os idosos pularão para as plataformas dos concorrentes.

Envelhecimento rápido

A China é o lar de uma das populações que envelhecem mais rápido do mundo, com os chineses com mais de 60 anos já representando 18,7% da população. O que é ainda mais surpreendente é que, em 2050, o número de idosos chineses deverá atingir 380 milhões, ou quase 30% da população.

Os idosos provavelmente serão ainda mais importantes para a economia do que a Geração Z “muito, muito em breve”, diz Ashley Dudarenok, especialista em Marketing da China.

Para facilitar a integração dos idosos na era digital, as empresas de tecnologia estão oferecendo treinamento e suporte. Os aplicativos chineses Taobao, Youku e Ele.me têm interfaces personalizadas para atender às necessidades da geração grisalha, incluindo scripts maiores e uma experiência de usuário mais simplificada.

“Os idosos querem usar nossos aplicativos com mais frequência, pois perceberam durante os bloqueios impostos pela pandemia que os serviços digitais são mais convenientes. Nosso objetivo é abrir caminho para esta era digital”, diz Shao Qian, gerente de projeto por trás da versão sênior do aplicativo Taobao.

Quando a equipe de Shao estudou os hábitos de compras dos idosos, descobriu que suas necessidades diárias e a forma como eles usam os serviços digitais são diferentes das dos cidadãos digitais mais jovens. “Trabalhamos no design e na transformação da versão sênior do Taobao com base nesses pontos problemáticos”, afirma.

Via: Mercado&Consumo

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